União

A partir do momento que o ego for deixado de lado... coisa que acontece em boa parte do tempo com grande parte dos "músicos de Patos de Minas".

Rômulo Carlos
15/07/2010 - 15h06

União

Olha, eu sempre parti do princípio de que enquanto todas as pessoas, que se importam com a cena da música alternativa da nossa cidade, não se unirem, 'a coisa' não vai funcionar de jeito nenhum! E isto inclui bandas, produtores, músicos, público e simpatizantes deste movimento que anda a passos de tartaruga.

Não adianta fazer um show esperando que vai dar tudo certo, que a cena vai mudar, que vai cobrir todos os custos, se você não faz nada além de reclamar que as coisas na cidade não funcionam... não comparece aos shows das outras bandas, não marca presença nas iniciativas independentes (que tem acontecido o tempo todo por aqui, mas não possuem força de divulgação suficiente ainda, nós dá arrepio, estamos tentando!).

Nós não temos um lugar como o Paiolão, de fácil acesso, espaçoso, conhecido, certo? Então vamos usar o que nós temos em mãos, ainda que não seja o ideal. É devagar que as coisas vão crescer e funcionar.

A partir do momento que o ego for deixado de lado... coisa que acontece em boa parte do tempo com grande parte dos "músicos de Patos de Minas"... as melhoras se tornarão mais visíveis, pode ter certeza!

Nós não temos público suficiente? É verdade. Mas tenho certeza de que se você, que tem banda, ficasse sabendo do show de outros caras e fosse lá prestigiar, levasse um amigo, a namorada... o show ficaria lotado e o cara, que tocou no evento que você foi ver, tendo a mesma consciência, vai lotar o evento que você for tocar... e assim a coisa gira.

Nós temos inúmeros problemas na nossa cidade, mas o maior deles é a falta de união.

O que potencializa todos os problemas que nós enfrentamos atualmente em Patos, somos nós mesmos. Não temos grana? Troquemos serviços. Compartilhemos contatos.

Em Patos tem bandas e espaço, basta o público comparecer. Falta é a roqueiragem na cidade, a brodagem. Vejo muita gente agilizando shows, distribuindo flyer na porta de shows para financiar um outro, ralam, chamam bandas legais, escolhem um lugar 'massa' e meia dúzia de pessoas comparecem. 'Fico de cara' é que nem as bandas prestigiam o evento que tocam, chegam atrasados, tocam e vão embora, ou seja, o show parece um compromisso qualquer, tocam rock, mas não vivem o rock. Uma total falta de consideração com os outros músicos.

Para melhorar e colaborar com a cena, vai depender da galera 'tirar a bunda' do computador nos finais de semana e 'cair' pros shows.

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