O cigarro nas dependências hospitalares

O tabagismo hoje é amplamente reconhecido como uma doença epidêmica, com prevalência de 1,2 bilhões de pessoas no mundo (OMS, 2008).

Maria Célia de Oliveira
23/07/2009 - 14h21

O cigarro nas dependências hospitalares

Durante uma jornada de trabalho de oito horas em ambiente poluído pelo cigarro, as pessoas inalam quantidade de substâncias tóxicas equivalente a ter fumado quatro cigarros. Da mesma forma, existe um grande índice de profissionais que fumam dentro do ambiente hospitalar. Os profissionais que desempenham atividades nos níveis técnico e superior na área de saúde apresentam altos índices de uso de tabaco no ambiente de trabalho, o que é bastante preocupante, uma vez que esses profissionais lidam diretamente com os pacientes.

Esses índices encontrados descumprem a Lei Federal 9294/96 que proíbe fumar em locais públicos de uso coletivo. Esse comportamento é incoerente frente ao papel do hospital diante da sociedade, de oferecer informações e contribuir para o restabelecimento da saúde.

 

Conclusão: É alto o índice de profissionais que fumam em ambiente hospitalar, expondo os não fumantes à poluição tabagística ambiental. Conclui-se que há necessidade de implementação e cumprimento das políticas de ambientes livres do tabaco nos Hospitais, a fim de beneficiar a saúde dos trabalhadores, com a melhoria da qualidade deste ambiente e incentivo para os fumantes abandonarem o uso do tabaco.

Considera-se que culturas e hábitos são passíveis de mudança, portanto as ações de prevenção ao uso do tabaco devem ser contínuas e sistematizadas.

O cerco em relação ao cigarro nas dependências dos órgãos públicos tem se tornado um assunto complicado, principalmente quando este ambiente é uma Unidade Hospitalar.

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