De joelhos, comerciantes fazem protesto por mais leitos de UTIs em Patos de Minas

Os empresários cobram agilidade do poder público no investimento à saúde.

Igor Nunes
26/06/2020 - 19h53

De joelhos, comerciantes fazem protesto por mais leitos de UTIs em Patos de Minas

Comerciantes ficaram de joelhos no meio da Rua Major Gote, no Centro de Patos de Minas, para manifestar insatisfação com as ações do poder público no combate ao COVID-19. O protesto aconteceu na tarde desta sexta-feira (26/06), último dia de funcionamento do comercio após publicação do decreto que volta o município para o Programa Minas Consciente.

Os comerciantes disseram que o movimento é apartidário e luta pela saúde física e econômica de Patos de Minas. Eles pedem a estruturação da saúde pública do município, quanto cidade polo de referência para assistência à saúde de alta complexibilidade da macrorregião do Noroeste de Minas Gerais. População que se aproxima de 700 mil pessoas. Segundo os comerciantes, desde março eles são prejudicados e pouco investimento foi concretizado até o momento.

Os comerciantes pedem as seguintes propostas:

- Implantação de mais leitos de UTIs;

- Decretação da Lei Seca COVID-19, proibindo a venda e consumo de bebida alcóolica, inibindo assim as festas e farras durante a pandemia;

- Ampliar a fiscalização e multar toda e qualquer aglomeração que fuja das normas e protocolos de segurança, começando pelo comércio, ônibus, bancos, supermercados, lotéricas, festas e eventos (religiosos ou não);

- Intensificar Campanhas de Sócio Responsabilização (em Massa) e a Implantação do Isolamento Seletivo;

- Padronizar e gerir um protocolo de anamnese clínica dos doentes, visando identificar e isolar todos e demais potenciais enfermos, bem como tratá-los na fazer viral, acautelando-os durante o período de quarentena junto á leitos clínicos hospitalares ou nos próprios lares, como já ocorre na maioria dos infectados. Mas responsabilizando e sujeitando-os ao enquadramento das penalidades da lei, em caso de descumprimento a quarentena imposta;

- Ampliação da testagem de potenciais contaminados, a começar pelo teste semanal dos profissionais da saúde ligados ao COVID-19 afim de evitar a retro contaminação social.

Os comerciantes ressaltam ainda que o fechamento do comércio pode gerar um colapso no sistema como um todo, já que é ele quem mantém e que garante a saúde física e sócio econômica do país. Com o comércio fechado, os produtos deixam de ter vazão e as industrias param a produção, diminuindo e muito o recolhimento tributário. “Lockdown a curto prazo não resolve nada e a longo prazo ele mata”, finalizou.


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