Samu transfere paciente de 47 anos com COVID-19 para o Hospital Regional Antônio Dias

O homem estava internado há três dias na UPA porte III a espera de um leito de UTI.

Igor Nunes
26/06/2020 - 14h36

Samu transfere paciente de 47 anos com COVID-19 para o Hospital Regional Antônio Dias

A equipe do SAMU, comandada pela médica Priscilla de Paula, realizou na manhã desta sexta-feira (26/06) uma transferência de um paciente diagnosticado com COVID-19 que estava internado na Unidade de Pronto-Atendimento – UPA porte III e foi para UTI do Hospital Regional Antônio Dias. Minutos antes da ambulância do SAMU chegar ao hospital, uma equipe funerária deixou o local com outro paciente que morreu no leito de UTI, também diagnosticado com a doença.

O morador da comunidade rural de Porto das Posses estava internado na UPA há três dias, quando ele e familiares passaram a apresentar sintomas da doença. A esposa dele, de 54 anos, também está internada na UPA, porém com quadro de saúde mais leve que o marido. A mãe e o irmão estão internados na UTI de um hospital particular, também em estado grave.

A enteada dele, Cíntia Paula, conversou com a imprensa. Ela disse que não sabe como os familiares contraíram a doença, já que eles moram numa comunidade rural e não participaram de nenhuma festividade ou algo que gere aglomeração. O teste rápido deu positivo, porém ainda aguardam o resultado de outro teste.

Cintia agradeceu ao médico Guilherme que atendeu o pai dela na UPA. Ela contou ainda que desde o dia que ele internou, ela não conseguiu poder visitá-lo, muito menos chegar perto dele. Durante a transferência, ela pode vê-lo chegar ao hospital, mas apenas de longe. Cíntia faz apelo para as pessoas se prevenirem. “Você vê uma pessoa entre a vida a morte e não ter leito, é muito triste”.

A médica do SAMU, Priscilla de Paula ressaltou os cuidados para realizar uma transferência de paciente diagnosticado com COVID-19. Além dos socorristas usarem uma roupa especial, há também uma ambulância exclusiva para ser usada em transferências estes pacientes. “Após a utilização da ambulância, a gente faz a desinfecção dela”, explicou.

Priscila clama para que as pessoas respeitem o isolamento social. “Muitos pensam que a doença não existe, que é somente uma invenção da mídia ou algo político, mas não. A doença existe sim, ela está aqui e está matando.... Então vamos nos cuidar.”, finalizou.


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