Patos de Minas faz bloqueio contra raiva após caso positivo em morcego

Este foi o primeiro caso confirmado de raiva em morcegos em Patos de Minas no ano de 2020. Desde 2008 não havia registros no município

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Patos de Minas
22/06/2020 - 17h14

Patos de Minas faz bloqueio contra raiva após caso positivo em morcego

Secretaria Municipal de Saúde de Patos de Minas começa, na quarta-feira (24), ação contra a raiva na região central da cidade, local em que foi encontrado um morcego infectado. Uma equipe de 20 pessoas irá visitar todas as residências e fazer a administração da vacina antirrábica em cães e gatos, assim como verificar o histórico de vacinação deles. Caso o animal esteja com o cartão de vacina em dia, não será necessária a dose de reforço. Cerca de 1.000 domicílios serão visitados nos bairros Centro, Cônego Getúlio e Lagoa Grande.

Diante de resultado positivo para raiva em morcegos, a ação preconizada pelo Ministério da Saúde é o bloqueio vacinal para impedir a disseminação do vírus entres as diferentes espécies, principalmente cães e gatos. A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.

Ela é considerada uma doença infecciosa viral aguda que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%, ou seja, podendo levar à morte a quase totalidade dos infectados. Os principais sintomas em humanos são: mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; anorexia; cefaleia, náuseas e coma.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Geize Marques, diante dessa situação emergencial e de relevância para saúde pública, é imprescindível a colaboração de todos os moradores da região acometida, recebendo os agentes de controle de endemias que estarão realizando o bloqueio vacinal. “Todos os servidores estarão portando crachá de identificação, uniformes padronizados e equipamentos de proteção individual (EPIs), seguindo os protocolos de biossegurança”, ressaltou.

A doença no Brasil – Segundo dados do Ministério da Saúde, no período de 2010 a 2020, foram registrados 38 casos de raiva humana, sendo que, desse total, em 20 casos o morcego foi o animal agressor. Neste ano, foi registrado um caso de raiva humana no país, no município de Angra dos Reis/RJ, transmitido por morcego infectado.

Vacinação antirrábica – As campanhas de vacinação de cães e gatos associadas às demais medidas de controle, como a profilaxia antirrábica humana para pessoas expostas ao risco de contrair raiva, resultaram em significativa redução de casos da doença em seres humanos. Como medidas de prevenção, a orientação é que morcegos ou outros animais silvestres jamais sejam tocados diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou encontrados em situações não habituais.

Caso algum morcego seja encontrado vivo ou morto em situação anormal (por exemplo, caído no chão ou pendurado em janelas, cortinas, em cima da cama, à luz do dia) é necessário solicitar seu recolhimento por meio do número 3822-9624 (Centro de Zoonoses – CCZ). Se for possível capturar o animal até a chegada da equipe do CCZ, o recolhimento deve ser feito utilizando panos, caixas de papel, baldes ou mantendo-o preso em ambiente fechado. 

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