Entidades ligadas ao comercio e indústria emitem posicionamento diante da pandemia do Coronavírus

Acipatos, CDL – Patos de Minas, Fhiemg, SindComércio, SindCont, SindHorb e SindiVest defendem algumas ações para preservar emprego e vidas.

Igor Nunes
27/03/2020 - 22h38

Entidades ligadas ao comercio e indústria emitem posicionamento diante da pandemia do Coronavírus

As entidades ligadas ao comércio e as indústrias de Patos de Minas emitiram um posicionamento na noite desta quinta-feira (26/03) diante da pandemia do Coronavírus (COVID-19) e as ações de combate a propagação do vírus. Acipatos, CDL – Patos de Minas, Fhiemg, Sindicomércio, SindCont, SindHorb e SindiVest defendem algumas ações para preservar empregos e vidas.

Segundo o presidente do SindComércio, Eduardo Soares, as entidades, como todo o resto da população, veem com bastante preocupação, uma vez que já está estabelecida esta crise, não só na saúde pública, mas também na saúde financeira das empresas. Ele alerta que já acontece uma onda de demissões, uma vez que se continuar nesta situação, as empresas não terão condições de manter funcionários na ativa.

Eduardo ressalta que houve uma crise durante cinco anos e que somente agora que os empresários enxergavam uma luz no fim do túnel. Ele afirma que a situação agora é muito delicada para as empresas de pequeno e médio porte, mas que empresas de grande porte também serão afetadas.

“A gente precisa sim buscar, junto aos poderes constituídos do poder executivo e legislativo, programas e políticas de apoio a estas empresas para que as mesmas possam suportar esta queda tão brutal de faturamento. Assim evitando as demissões em massa, haja vista as pequenas e médias empresas, que elas correspondem que é gerado no país e tem uma função social muito grande”, explicou.

As entidades entendem que neste momento o poder público tem que se desdobrar e dentro das competências colocar situações emergenciais e condições diferenciadas, uma vez que vivemos num momento totalmente de exceção. “As vezes tem que deixar de lado até uma responsabilidade fiscal para assegurar o empreso, a renda e a sobrevivência das famílias. Isso passa por garantir uma condição mínima as empresas de estar passando este momento tão delicado, como eu já disse, nas suas atividades”, ressaltou.

Eduardo vê que o Governo Federal precisa sim tomar as rédeas em ações coordenadas com os estados e municípios. Oferecendo condições especiais para garantir a sobrevivência destas empresas e em consequência os empregos que as mesmas geram. “Eu acho que com boa vontade de todos, boa vontade política e uma questão de união em função do objetivo de garantir a sobrevivência de uma população, os governos não podem medir esforços para isso”.

A sugestão dada a prefeitura é estabelecer uma comunicação junto as entidades para que juntas, estabelecer uma forma do comercio, mesmo de uma maneira mais pausada, ir voltando as atividades. “A gente sabe da preocupação da saúde pública, mas entendemos que a partir de agora, de forma escalonada, ir voltando a estas atividades, sempre com muita preocupação das orientações da OMS e dos órgãos de saúde do município e do país”.

Questionado pela equipe do Patos Notícias sobre ter uma programação da volta do funcionamento comércio para ajudar o empresário seria uma alternativa, Eduardo respondeu que as entidades entendem que sim. “Acho que na medida que for reestabelecendo, mesmo que de forma gradativa, vai criando uma confiança nos consumidores e nos empresários para que as coisas voltem aos poucos”.

Eduardo ressaltou que a primeiro momento não haverá muita presença dos consumidores, até por receio, por conta mesmo de saúde. “Mas nós precisamos criar esta confiança, até mesmo pelas medidas que já foram anunciadas pelo Governo Federal e aos poucos ir repassando para a população como um todo, esta condição de convivência mesmo com esta situação. Acho que precisa dar uns passos aos poucos, para aí sim ir estabelecendo a normalidade”, finalizou.

Segue em ano posicionamento na íntegra das entidades ligadas ao comércio e indústrias:

“Após discussão em conjunto, as entidades abaixo listadas vêm a público se manifestar a respeito da crise provocada pela Covid-19.

A preservação da vida é o nosso primeiro compromisso e valor primordial que orienta todas as nossas ações. Até o presente momento apoiamos as medidas emergenciais determinadas pelo poder público federal, estadual e municipal.

Porém, vivemos um momento crucial na guerra contra o coronavírus e precisamos enfrentar a situação retomando gradualmente a atividade econômica. É necessário preservar o emprego e a renda de milhões de brasileiros, sem esquecer que as micro e pequenas empresas representam mais de 90% do total e não dispõem de fluxo de caixa para suportar a paralisação nem mesmo no curto prazo.

Defendemos essa retomada sem colocar em risco a saúde da população, especialmente os grupos de maior risco, que devem continuar em total isolamento social.

Temos a confiança de que podemos, após este período inicial de rígido isolamento, iniciar a retomada das atividades que estão paralisadas. São segmentos que correm o risco de falência, gerando, desemprego e crise sem precedentes, podendo levar Patos, Minas e o Brasil a um colapso social e, por consequência, à perda de muitas vidas das mais variadas formas.

Diante do exposto, defendemos:

1. A preservação da vida como prioridade máxima;

2. A preservação dos empregos, por meio da proteção principalmente das micro e pequenas empresas;

3. A determinação de uma data, o quanto antes, para a retomada das atividades econômicas e elaboração de um plano integrado de retomada da atividade econômica.

4. A prorrogação do pagamento dos tributos por 90 dias com parcelamento em até 24 meses do total desse período, incluindo taxas de serviços essenciais nas esferas federal, estadual e municipal;

5. Flexibilização de garantia real para as verbas já disponíveis para capital de giro, especialmente às micro e pequenas empresas.

Que Deus nos proteja, juntos venceremos este momento difícil e retomaremos com mais força, nossas vidas social e profissional.”


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