Após recusa de atendimento no HRAD, criança desmaia por falta de sangue na porta da UPA

A mãe levou o menino com dedo sangrando de ônibus até o Hospital Regional, que pediu para deslocar até a UPA.

Igor Nunes
20/02/2020 - 06h31

Após recusa de atendimento no HRAD, criança desmaia por falta de sangue na porta da UPA

Uma criança de sete anos desmaiou na porta da Unidade de Pronto-Atendimento - UPA porte III do Bairro Peluzzo após perder muito sangue por conta de um corte no dedo. A mãe teria levado a criança para o Hospital Regional Antônio Dias - HRAD, mas a atendente teria recusado atender o menino. O fato aconteceu na noite desta quarta-feira (19/02). Após uma hora de sangramento, a mãe conseguiu levar a criança para a emergência da UPA, porém o menino já chegou desacordado. 
 
Segundo a mãe, o menino de sete anos se cortou com caco de vidro na rua e chegou chorando em casa, que fica no Bairro Coração Eucarístico. Desesperada, a mãe pegou a criança e foi de ônibus até o Hospital Regional Antônio Dias. Mesmo com ferimento coberto com pano, o menino perdeu bastante sangue no caminho. 
 
Segundo a mãe, ao chegar no HRAD, a atendente mal olhou para  ferimento e disse que este atendimento era para UPA. Ao pedir um transporte para lá, a mulher apontou o orelhão e pediu para ligar para o SAMU. 
 
A mãe ligou no 192 e foi atendida por uma médica, que disse não poder mandar a ambulancia pois ela já estava no pronto-socorro do HRAD. Teoricamente, não havia o porquê mandar uma ambulância de emergência para porta de uma emergência hospitalar. 
 
Desesperada, a mãe com o menino sangrando foi até a Avenida Getúlio Vargas para esperar novo ônibus para ir até a UPA. 
 
Por sorte, uma pessoa que estava no ponto ligou para um professor de primeiro socorros que pegou o próprio carro e foi ao local. Rapidamente e com a ajuda da filha de 11 anos, o socorrista levou a criança na UPA, que chegou desacordada. Ela perdeu bastante sangue no caminho. 
 
Já na Unidade de Pronto-Atendimento, a criança recebeu os primeiros socorros e levou cinco pontos no dedo. Ela ainda teve que tomar soro e outros medicamentos por conta da falta de sangue. O menino passa bem. 
 
Após o susto e muito revoltada, a mãe acionou a Polícia Militar e registou um boletim de ocorrência. Os policiais foram até o hospital, mas a atendente já estava em casa. Segundo a polícia, em contato com ela, a mulher teria dito que apenas seguiu o protocolo. 
 
O carro do socorrista que ajudou a mãe ficou com uma poça de sangue no banco de trás. Ele ressaltou que, se a criança demora mais alguns minutos para receber atendimento, poderia vir a óbito.

  • Galeria
  • Galeria
  • Patos Notícias

Patos Notícias


Patos Notícias