Suspeitos de homicídio em bar foram liberados após serem ouvidos pelo delegado

Dois deles pagaram fiança pela arma e munições e o jovem que confessou o crime estava fora do flagrante, entendeu o delegado.

Igor Nunes
20/01/2020 - 13h37

Suspeitos de homicídio em bar foram liberados após serem ouvidos pelo delegado Foto de Arquivo

O delegado regional de Polícia Civil, Luís Mauro Sampaio, explicou que os três suspeitos de serem o autor dos disparos, o mandante do crime e o piloto da moto que deu fuga ao autor foram liberados após ter sidos levados para a Delegacia de Polícia Civil. A prisão feita pela Polícia Militar aconteceu cerca de 17 horas após o crime, ainda no sábado (18/01). O delegado de plantão, Alex Miller, entendeu que já havia passado o período do flagrante do crime. 

Luís Mauro disse que após os envolvidos serem levados para a Delegacia de Polícia Civil, eles foram ouvidos pelo delegado de plantão Alex Miller. O delegado regional não forneceu os nomes, mas nossa equipe acompanhou a prisão dos suspeitos. Igor Marins dos Santos, de 18 anos, confessou para a Polícia Militar e também para o delegado que seria o autor dos disparos que matou Carlos Antônio Alves Fernandes, de 27 anos, conhecido como Tata, na porta de um bar na Rua Guaranis, no Bairro Caramuru. Apesar da confissão, o delegado entendeu que não havia mais o flagrante do crime e decidiu liberar o suspeito. Igor não apontou quem seria os outros envolvidos.
 
O delegado regional explicou que o artigo 302 do código de processo penal prevê que o flagrante é para estar cometendo, acaba de cometer, logo após com perseguição ou logo depois, com elementos que comprovam que ele é o autor do crime. Como havia passado mais de 17 horas do crime, o delegado entendeu que não enquadrava no flagrante. 
 
Ainda de acordo com Luís Mauro, sobre a suspeita João Matheus Côrrea “Teu”, de 20 anos, ter sido o mandante do crime, não houve elementos até o presente momento que comprovava esta informação. Teu também negou qualquer participação no crime. O delegado então autuou ele por porte ilegal de arma de fogo e munições. Após pagar fiança de quatro mil reais, o suspeito foi liberado. 
Agora sobre a suspeita de Cristiano Cesar Ferreira Martins, de 20 anos, ter sido o piloto que deu fuga a Igor Martins, a informação também não foi confirmada por não ter elementos que comprovem a autoria. Cristinano também negou as acusações e disse que não tinha nenhum envolvimento com o crime. Ele foi autuado pela possa ilegal de munições e pagou fiança de dois mil reais para deixar a delegacia. 
 
Luís Mauro explicou ainda que todas as informações colhidas no depoimento dos supeitos serão repassadas para o delegado de Polícia Civil, responsável pela delegacia de homicídios, Flávio Henrique. As investigações seguem para que a polícia possa identificar o que de fato aconteceu na madrugada de sábado e o que levou aos autores a matarem Tata. 
“Isso não prejudica em nada na eventual prisão de todos eles e agora ficará (a investigação) da delegacia de homicídios da Polícia Civil”, explicou Luís Mauro. Ele disse que os investigadores já estão empenhados para que o inquérito seja fechado o mais breve possível.

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