Promotor de Justiça Paulo Henrique Delicole é agraciado com a Medalha Jason Albergaria

A medalha também foi concedida a Marco Antônio Lage, diretor de comunicação empresarial da Cemig; e a Murilo Andrade de Oliveira, secretário de estado de Administração Penitenciário,

Assessoria de Comunicação do TJMG.
11/12/2019 - 17h09

Promotor de Justiça Paulo Henrique Delicole é agraciado com a Medalha Jason Albergaria

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condecorou o promotor de justiça da Comarca de Patos de Minas, Paulo Henrique Delicoli, com a Medalha Jason Albergaria. A honraria foi feita durante a inauguração do Centro de Reintegração Social Desembargador Joaquim Alves de Andrade, da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) feminina de Belo Horizonte. O evento aconteceu nesta segunda-feira (09/12) em Belo Horizonte.

A medalha é concedida bienalmente a pessoas que tenham se destacado nas áreas de abrangência do programa Novos Rumos. Além de Paulo Henrique Delicoli, a Medalha Jason Albergaria foi concedida também a Marco Antônio Lage, diretor de comunicação empresarial e de sustentabilidade da Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (Cemig); e a Murilo Andrade de Oliveira, secretário de estado de Administração Penitenciária do Maranhão.

O promotor Paulo Delicole, que falou em nome dos demais condecorados, compartilhou sua história de vida, que incluía o nascimento em um prostíbulo, como "acidente de trabalho", no Sul do Brasil, e a adoção por um casal de mineiros que residia lá. A volta ao estado de origem dos seus pais afetivos, segundo ele, assinalava o cumprimento da missão de devolver a Minas, como testemunho de gratidão, o amor recebido da família.

O homenageado disse que seu primeiro contato com a Apac suscitou nele desconfiança, mas que foi convencido da eficácia da metodologia com o passar do tempo. Para isso contribuiu o convívio com magistrados que acreditavam na proposta, como os juízes Marcos José Vedovotto, atualmente em Uberlândia, e Melchíades Fortes da Silva Filho, com quem o promotor atua diariamente, na Comarca de Patos de Minas.

"Foi um dos lugares onde eu mais me aproximei de Deus, por paradoxal que pareça. Como promotor da execução penal e da infância e da juventude, sempre me pergunto qual a origem do criminoso. Tenho uma resposta: é o fruto amargo da infância perdida, da família destruída, da sociedade indiferente e do estado desestruturado. Falhou a família, a escola, o Estado, a igreja, cada um de nós. O trabalho das Apacs é administrar esse prejuízo", afirmou.

A causa apaquiana, segundo o orador, nem sempre é bem compreendida, mas é preciso conhecê-la bem para lhe dar o devido valor e entender seu real significado. "Tenho aprendido muito com os adolescentes infratores, com os condenados que, ao passar pela Apac, se tornam recuperandos. É maravilhoso ver aquele indivíduo chegar lá desfigurado e sair transfigurado", argumentou.


  • Galeria

Patos Notícias


Patos Notícias