Polícia Civil prende ex-prefeito de Patrocínio, Júlio César Elias Cardoso

Julio Elias foi condenado em segunda instância pelo crime de estupro de vulnerável.

Igor Nunes
19/11/2019 - 18h40

Polícia Civil prende ex-prefeito de Patrocínio, Júlio César Elias Cardoso Foto: Arquivo Patos Notícias.

A Polícia Civil de Minas Gerais, em Patrocínio, prendeu no fim da tarde desta terça-feira (19/11) o ex-prefeito de Patrocínio, Júlio César Elias Cardoso. Ele foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável e recentemente teve mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG. 

Julio Elias foi condenado em segunda instância e teve mandado de prisão expedido no dia 05 de novembro. Ele foi preso no interior da sede da emissora TV Ouro Verde, onde reside atualmente.  

O crime aconteceu em dezembro de 2014. Júlio Elias foi preso em flagrante, suspeito de molestar uma menina de sete anos. A denúncia foi feita pelos pais da garotinha, que estaria na casa do suspeito, brincando com a filha dele, da mesma idade. Ela teria chegado em casa chorando e relatado o acontecido aos pais. Julio Elias negou as acusações na época e disse se tratar de perseguições políticas

Leia mais sobre o caso: 

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O ex-prefeito foi para a delegacia de Polícia Civil de Patrocínio, onde teve mandado de prisão ratificado e será levado a Penitenciária de Patrocínio. 

Nota à imprensa
O ex-prefeito Júlio Elias se entregou na tarde desta terça-feira (19/11/2019), quando a Polícia Civil esteve em sua residência para dar cumprimento ao mandado de prisão expedido em virtude de sua condenação em 2ª instância pelo Tribunal de Justiça, sendo que teve sua pena reduzida.
O ex-prefeito, que estava em prisão domiciliar e em tratamento de saúde, em momento algum esteve foragido, mesmo sabendo do mandado em seu desfavor, tanto que foi preso em sua própria residência, ressaltando que apenas na data de ontem foi procurado pela polícia.
Os policiais civis sob comando do inspetor Rodolfo e dos investigadores Irislaine, Watson e Mathias, juntamente com demais policiais, fizeram um trabalho totalmente profissional e sem qualquer excesso, encaminhando-o até a autoridade policial, sem qualquer tipo de problema.
Os advogados de Júlio Elias, Paulo Cunha, Cleiton Machado, juntamente com Estevão de Melo, que atua Belo Horizonte, aguardam a decisão de uma liminar em Habeas Corpus impetrado no Tribunal de Justiça, uma vez que ainda está recorrendo da condenação nos Tribunais Superiores. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal - que fez valer o texto constitucional - assentou entendimento de que a pessoa condenada só dará início ao cumprimento da pena após esgotados todos os recursos, ou seja, com o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

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