Polícia Civil prende Gustavo Gaya pelo homicídio no Bairro Alto da Serra

Após a prisão, o indiciado confessou ter matado Antônio Ferreira.

Igor Nunes
03/09/2019 - 17h48

Polícia Civil prende Gustavo Gaya pelo homicídio no Bairro Alto da Serra

A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido para Gustavo Gaya Souza de 18 anos, indiciado por homicídio contra a vítima Antônio Donizete Ferreira de 62 anos. Crime ocorrido na Rua Geraldo Luiz da Mota, no Bairro Alto da Serra, no dia 19 de agosto de 2019. Diante do delegado, Gustavo confessou o crime.

No dia do homicídio foi feito a prisão em flagrante de Gustavo e sua companheira Ludmyla Lane Santos Gonçalves, de 22 anos. No dia que foi presa, a jovem confessou ser a executora dos disparos sem a participação de Gustavo.

Diante desse cenário, os dois tiveram a prisão em flagrante ratificada pela autoridade policial, sendo encaminhados para o presídio local. Entretanto, após alguns dias, os indivíduos ganharam a liberdade, sendo a Ludmyla decretada sua prisão domiciliar e Gustavo liberado por ausência de provas.

Ocorre que desde a data dos fatos, a confissão solitária de Ludmyla não convenceu a equipe da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa, motivo pelo qual foi feito uma análise detalhada do caso com fins de apurar se realmente essa era a versão dos fatos. Com a investigação levantada pelos Investigadores de Polícia pode ser levantado indícios suficientes de que realmente o autor dos disparos havia sido Gustavo. Com tais informações, Ludmyla foi novamente ouvida, quando em novo depoimento confirmou que não teria sido a executora dos disparos, mas, na verdade, teria sido seu companheiro Gustavo.

Em poder dos indícios e depoimentos contidos no inquérito policial, esta autoridade policial representou pela prisão preventiva de Gustavo., o que foi expedido pelo Poder Judiciário. Ao ser preso, Gustavo realmente confessou a autoria do crime, alegando que teria agido sozinho e sem nenhuma participação de Ludmyla.

A motivação apresentada por ambos os investigados foi a de que a vítima teria cometido um abuso sexual contra a filha de Ludmyla, inclusive, a deixando machucada nas pernas. Ao ser feito exame de corpo delito, o machucado realmente foi encontrado na criança. Entretanto, a hipótese de abuso sexual segue em investigação e não existem elementos para confirmar ou refutar essa tese.

Dessa forma, Gustavo foi encaminhado ao Presídio Sebastião Satiro e aguarda o andamento do caso preso preventivamente à disposição do Poder Judiciário. Ludmyla continua em prisão domiciliar e a Polícia Civil investiga a real participação dela no crime. A Polícia Civil agradece o apoio da sociedade de Patos de Minas pelo apoio na investigação deste caso, o que possibilitou essa reviravolta e a descoberta da verdadeira versão dos fatos.


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