Burocracia e mudança em legislação atrasam reforma do Teatro Municipal; artistas reivindicam

As obras do Teatro Municipal Leão de Formosa tiveram início há cerca de um ano e meio.

Caio Machado
06/08/2019 - 11h44

Burocracia e mudança em legislação atrasam reforma do Teatro Municipal; artistas reivindicam Foto: Caio Machado

O Teatro Municipal Leão de Formosa está interditado para reforma desde fevereiro de 2018 e além de prejudicar que programações artísticas da cidade sejam concretizadas, está enfraquecendo a consolidação de um público já escasso em Patos de Minas.

Para a atriz teatral Renata Estevam de Brito, é imprescindível que a reforma seja finalizada, pois o teatro trata-se de um local estratégico para o desenvolvimento das atividades artísticas, sejam elas cênicas, corporais, musicais ou visuais.

“Diversas atividades deixaram de ser realizadas desde o início da reforma e foi no teatro que projetos diversos aconteceram, incentivando a manifestação artística em nossa cidade. Valorizar a arte e a cultura de um local torna seu povo mais forte”, afirmou Renata.

Uma das providências para contornar a demora da finalização da obra é realizar os eventos culturais em locais alternativos. No ano passado, por exemplo, o Festival Nacional de Teatro Universitário foi realizado no Paiolão e o Terra Sem Sombra está sendo promovido em igrejas da cidade e região.

O contrabaixista Ivan Rosa também começou a promover os próprios eventos em bares da cidade para garantir que os músicos não perdessem espaço para se apresentarem. Uma das iniciativas é o Projeto Lado B, que realiza shows e tributos em restaurantes diversos.

“A ideia de realizar os próprios shows em bares foi inspirada no finado Aloísio Dias, que fazia eventos assim nos anos 90, quando ainda não dispúnhamos de um teatro. Estamos trabalhado em função de abrir espaço para os músicos, mas o ideal é que a reforma seja finalizada”, disse Ivan.

 

Burocracia e licitações

De acordo com o secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer Fábio Amaro, desde a inauguração do teatro, o local não dispõe dos projetos de segurança necessários e durante todo estes anos funcionou sem os requisitos mínimos para garantir a integridade do público e dos artistas.

“Devido aos incêndios ocorridos no Rio de Janeiro no Museu do Brasil e no CT do Flamento, as legislações se tornaram mais duras e a licitação que já havia sido aprovada para a reforma com as exigências do Corpo de Bombeiros precisou ser revisitada”, explicou.

Com a mudança, novas necessidades e demandas de segurança foram incluídas e alguns dos procedimentos deveriam ser executados por engenheiros e profissionais aptos de que a prefeitura não dispõe, exigindo-se a abertura de novas licitações para a contratação dos mesmos.

As obras de melhoria do local, orçadas em R$ 182.112,04, estão sendo bancadas pelo Fundo Municipal de Patrimônio Cultural. Segundo o secretário, falta de dinheiro para a obra não é problema, e sim os processos burocráticos que empacam a conclusão da mesma.

“Devido aos acidentes recentes, seria uma omissão de nossa parte se deixássemos o local continuar funcionando sem os alvarás, vistorias e requisitos de segurança necessários. Com todas essas adaptações e reformas é como se o teatro estivesse nascendo agora”, concluiu.

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