Após habeas corpus, médico investigado por morte de dentista fica isento de recolhimento noturno e poderá mudar de comarca

A decisão foi concedida pelo Tribunal de Justiça nesta última quinta-feira (17).

Caio Machado
18/07/2019 - 15h14

Após habeas corpus, médico investigado por morte de dentista fica isento de recolhimento noturno e poderá mudar de comarca Foto: Arquivo / Bruno Píres

Nesta última quinta-feira (17), a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais atribuiu um habeas corpus favorável ao médico Daniel Tolentino, investigado pela morte da dentista e ex-namorada Roberta Pacheco, de 22 anos.

Com a decisão, Daniel está livre para deixar o recolhimento noturno e até mesmo se mudar da comarca, por questões de exercício profissional. Entretanto, o investigado permanece impossibilitado de conversar com testemunhas do caso.

Por telefone, o advogado Brian Epstein, confirmou as informações do Tribunal de Justiça e disse que a defesa só irá se pronunciar sobre o caso ao término do inquérito que está sendo realizado pela Polícia Civil.

 

Entenda o caso

Roberta Pacheco sofreu uma convulsão seguida de parada respiratória no dia 04 de março enquanto passava a noite com o ex-namorado em um hotel. Uma oftalmologista do Hospital Regional Antônio dias relatou que a moça havia ingerido a bebida “cheque-mate”, composta de voda e mate.

Daniel Tolentino afirmou desconhecer se a moça tomava algum tipo de medicamento e negou que tenha tentado dopá-la com algum tipo de droga. No dia 17 de março, ela faleceu no Hospital Regional Antônio Dias, onde permanecia internada desde o dia da convulsão.

O médico foi preso no dia seguinte do falecimento de Roberta e permaneceu no Presídio Sebastião Satiro até o dia 20 de abril, sendo liberado após a emissão de um alvará de soltura emitido em data anterior após habeas corpus expedido pelo Tribunal de Justiça.