As raízes por trás do som

Conheça a história da Orquestra São Gonçalo de Música Sertaneja.

30/10/2018 - 15h03

As raízes por trás do som

Uma das maneiras de identificar a identidade do povo do campo é a forma como esse público se relaciona com a cultura. Ao se falar sobre música e associá-la à vida no interior nas fazendas brasileiras, a moda de viola e o sertanejo são sempre os primeiros a serem lembrados.

Inserida neste contexto, Patos de Minas é uma cidade com um público que consome música de modos e estilos diversos e entre eles está a música caipira. Um dos projetos criados na cidade para enaltecer esse tipo de manifestação cultural é a Orquestra São Gonçalo de Música Sertaneja, coordenada por João Otávio Coêlho.

Composta por 40 músicos, homens e mulheres, o grupo é bastante heterogêneo e comporta pessoas de 12 a 80 anos. De acordo com João Otávio, “a orquestra é um exemplo que essa cultura está de pé e que muitas pessoas gostam. Estamos sempre nos apresentando em lugares diferentes. Recentemente estivemos em Brasília e Unaí, fora os eventos de Patos e Região”. O grupo também se apresentou recentemente na festa de Nossa Senhora das Dores no distrito do Areado e na festa da Igreja dos Capuchinhos em Patos de Minas.

Muito prestigiado pelo público sertanejo, o Festival Patos e Viola é outro exemplo da audiência que a cultura do interior recebe. De acordo com o Sindicato Rural, o Festival foi criado em 2015 “com o objetivo de ressaltar a música sertaneja que engrandece a Festa Nacional do Milho”.

O patense Geraldo Cruz, é grande admirador da cultura sertaneja. Conforme o que acredita, nossas raízes estão guardadas através dos sons. “Eu amo cultura e música caipira. Espero poder ver mais produções do gênero em Patos de Minas. Nossa cidade tem história e muita coisa boa pra mostrar. Estou na torcida para que em 2019 a gente veja várias coisas bacanas”, ele finaliza.

Fonte: Fonte: