Com dívida superior a 110 milhões de reais, Prefeito irá declarar calamidade financeira

Apesar da situação crítica, os servidores municipais irão receber os salários normalmente no dia sete de fevereiro.

Caio Machado
01/02/2017 - 11h19

Com dívida superior a 110 milhões de reais, Prefeito irá declarar calamidade financeira

Com uma dívida superior a 110 milhões de reais, o Prefeito José Eustáquio Rodrigues Alves irá declarar estado de calamidade financeira no município de Patos de Minas. O decreto foi redigido na última terça-feira (31) e está em fase final de correções.

Dependendo apenas de alguns acertos finais, os secretários, vereadores e toda a imprensa serão informados pela manhã desta quinta-feira (02) sobre o comunicado oficial que acontecerá no gabinete do Prefeito.

Segundo levantamentos da Prefeitura, a situação do déficit municipal está dividida em três diferentes cenários. Sendo eles: uma dívida grande de curto prazo, envolvendo fornecedores e prestadores de serviço; uma dívida de longo prazo, adjunta a um débito do instituto de previdência de município; e o remanescente já vencido.

De acordo com o Prefeito José Eustáquio, todas as informações estarão detalhadas no decreto que será divulgado em breve. “Medidas sérias estão sendo tomadas em relação à redução de despesas e redução da folha de pagamentos. Apesar de tudo, o pagamento dos servidores acontecerá normalmente no quinto dia útil do mês de fevereiro (07)”, afirmou o prefeito.

“A prioridade é antecipar o pagamento para o primeiro dia útil do mês, mas ainda é um compromisso difícil de ser firmado. Se comparada ao mês de novembro, é possível notar que a folha de pagamento sofreu uma redução de mais de um milhão de reais. Sem contar a redução dos números dos funcionários”, relatou José Eustáquio.

As alterações na folha de pagamentos dos servidores municipais também serão apresentadas no decreto de calamidade financeira.

O vice-prefeito Paulo Mota alegou que parte da dívida necessita de ser paga com recursos do estado e do Governo Federal, e que a Prefeitura dispõe ainda de algumas formas de trazer recursos para pagar parte da dívida.

“As formas de negociar serão diferentes em cada esfera da dívida. A prioridade inicial é de sanar as dívidas com os fornecedores da Prefeitura e manter a folha de pagamento dos servidores municipais em dia”, disse Paulo Mota, afirmando também que as contas dos hospitais permanecerão sem atrasos.


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Imagens: Bruno Pires