Justiça nega pedido de liminar que queria proibir o rodeio na Fenamilho 2015

O juiz de direito, José Humberto da Silveira, entendeu que não há provas dos maus tratos dos animais.

Igor Nunes
28/05/2015 - 15h51

Justiça nega pedido de liminar que queria proibir o rodeio na Fenamilho 2015

A 2ª Vara Cível da Comarca de Patos de Minas, através do juiz de direito, José Humberto da Silveira, indeferiu o pedido do Ministério Público de Minas Gerais, através do promotor de justiça, José Carlos de Oliveira Campos Júnior, de proibir o rodeio durante a Fenamilho. O MPMG alega que as provas de montaria são formas de abuso e maus tratos de animais. Já o juiz de direito alegou na decisão que não havia provas das denúncias.

José Humberto alega na decisão que não há nenhuma prova científica no processo que demonstra significantes maus tratos aos animais. Ele disse também que a prática de rodeio é uma velha cultura e que o evento data de tempos imemoriais.

O juiz de direito também ressalta na decisão judicial que os promotores do evento mostraram documentos que mantêm adequada estrutura para atender aos participantes. José Humberto ainda diz na decisão que seria temeridade suspender o evento apenas com base no sentimento de um determinado grupo social ou entidade não governamental, já que o evento acontece há anos e em todo o país, sem qualquer interferência das autoridades. A decisão relata ainda que nas vésperas do evento que já está com contratos firmados e com expectativa social, fica desarrozoado forçar a não realização do evento.

O Ministério Público de Minas Gerais ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, em Belo Horizonte, para tentar reverter a decisão. A abertura ainda está confirmada para a próxima quinta-feira (04) na arena do Parque de Exposições de Patos de Minas.