Ação Civil do Ministério Público pede a proibição do rodeio na Fenamilho

O MPMG alega que as montarias são formas de abuso e maus tratos dos animais.

Igor Nunes
26/05/2015 - 22h05

Ação Civil do Ministério Público pede a proibição do rodeio na Fenamilho

O Ministério Público de Minas Gerais, através do promotor de justiça, José Carlos de Oliveira Campos Júnior, entrou com uma ação civil pública na 1ª Vara Cível da Comarca de Patos de Minas pedindo a proibição do rodeio durante a Fenamilho. O MPMG alega que as montarias são formas de abuso e maus tratos dos animais.

O promotor alega na ação que durante a prática do rodeio, sem ou com cronometragem, é utilizado rosetas pontiagudas, sedém, sinos, peiteiras e até choques elétricos, em algumas vezes, para deixar os animais irritados e assustados. José Calos ainda disse na ação que a intenção não é coibir as festividades da Fenamilho 2015, mas sim impedir as provas de rodeio, para evitar o sofrimento dos animais.

Na ação, o promotor ainda argumenta que a festa possui outras atrações, o que torna desnecessário as competições com animais. José Carlos ainda exemplificou na ação várias outras festas que já não promove a prática de rodeios.

A ação civil publica estipula o valor da causa em R$ 180 mil e a decisão deve sair nos próximos dias. Em nota, o Sindicato dos Produtores Rurais de Patos de Minas informou não ter conhecimento da ação e disse que, se decisão for desfavorável, vão recorrer da ação.