Crítica: Forrest Gump: O contador de histórias

Com a brilhante atuação de Tom Hanks, Forrest Gump: O contador de histórias,lançado em 1994 é um filme nos prende pelas emotivas e impressionantes histórias narradas pelo personagem principal.

Laura Silva
08/10/2008 - 13h21

Crítica: Forrest Gump: O contador de histórias

“A minha mãe dizia sempre que a vida é como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que nos calha.” – este é o lema de vida de Forrest Gump, um dos personagens mais interessantes de um dos melhores filmes de sempre. Brilhantemente interpretado por Tom Hanks, valeu-lhe um Óscar de melhor ator principal apenas um ano depois de ter sido galardoado na mesma categoria por Philadelphia (1993). Foi um feito surpreendente que até agora ninguém mais conseguiu repetir.

Sentado num banco à espera de um autocarro para ir ao encontro da sua melhor amiga Jenny, Forrest Gump vai contando às pessoas (que se vão sucedendo) sentadas ao seu lado, a história extraordinária da sua vida. A sua infância foi marcada pela presença constante da mãe a seu lado, pois ela era a sua única família e a sua melhor conselheira.

Mesmo com um QI de apenas 75 valores (segundo a lei era preciso que a criança tivesse 80 para ser considerada normal), a mãe conseguiu Forrest fosse aceito na escola. A compreensão de Forrest em relação ao mundo era diferente, mas a inocência com que encarava a vida e as pessoas tornam-no inigualável. Gozado pelos rapazes da sua escola por ter de usar um aparelho nas pernas para andar melhor, encontra em Jenny a pessoa que o marcará por toda a sua vida. Um dia quando os mesmos rapazes o perseguem de bicicleta, o aparelho das pernas parte-se e ele começa a correr sem parar, veloz como o vento.

A vida de Forrest, sobretudo em adulto, acontece ao mesmo tempo de acontecimentos históricos importantes nos E.U.A. desde a década de 50 aos anos 80. Graças à sua capacidade de correr depressa, torna-se num famoso jogador de futebol americano e depois vive um dos momentos mais dolorosos da história americana: a guerra do Vietname.
 
Aí conhece o sonhador Bubba que pretende adquirir um barco e dedicar-se à pesca do camarão e o Tenente Dan que lhe dá conselhos para sobreviver na guerra. Após salvar alguns colegas e o tenente durante uma emboscada torna-se um herói de guerra e recebe uma medalha de honra. Entretanto viviam-se importantes momentos da juventude americana que contestava a guerra e defendia o ideal “make love, not war”. , mas logo a perde de vista e decide realizar o sonho de Bubba, que morrera na guerra, comprando um barco para a pesca de camarão. A ele junta-se o Tenente Dan (Gary Sinise), sempre irritado por Forrest o ter salvo e por lhe terem sido amputadas as pernas. E a história das aventuras de Forrest continua a ser contada por ele enquanto o autocarro não vem…

A ideia de situar a vida de Forrest em momentos importantes da história dos E.U.A. é bem conseguida pois é uma forma “suavizada” de mostrar imensos acontecimentos que fazem parte da história do país no século XXI.
 
É de destacar o trabalho de montagem de imagem e efeitos visuais, que inserem Forrest em imagens reais sobre acontecimentos importantes e personalidades não menos importantes, como o Presidente Kennedy, por exemplo, em que se consegue que Forrest o cumprimente e fale com ele.
 
O que não é bem conseguido é a história de amor de Forrest e Jenny. Ele sonha em revê-la todos os dias, ela não. Jenny acaba por representar, ao contrário de Forrest, o lado menos feliz da história americana: a degradação dos jovens desde o álcool às drogas. Sabemos que Forrest a ama, mas ela é inconstante e aparece e desaparece da vida dele vezes sim, vezes não. 

Por tudo isto e por muito mais, vale a pena ver ou rever este cativante filme que foi um dos melhores dos anos 90 do século passado e continua a ser um dos melhores filmes neste novo século XXI.

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