Crítica: Seven, os 7 crimes capitais

Lançado em 1995 e estrelado por Morgan Freeman e Brad Pitt , ‘’Seven’’ é considerado pela maioria dos críticos, o melhor filme de serial killer da história do cinema.

Laura Silva
01/10/2008 - 10h03

Crítica: Seven, os 7 crimes capitais

Diferente dos filmes de psicopatas adolescentes que matam casais de namorados, “Seven” segue a outra linha de enredos de serial killers hollywoodianos. Categoria um tanto quanto clichê de filmes policiais, onde o grande detetive tem de desvendar pistas obscuras para capturar o assassino antes que este faça outra vítima. Mas “Seven” se destaca entre seus outros “companheiros”, por ser constituído de um enredo com um bom, sólido e, principalmente, perturbador roteiro.

A história se passa numa chuvosa e cinzenta Los Angeles. O detetive Somerset (interpretado pelo veterano Morgan Freeman, está a uma semana de se aposentar e, em sua última investigação, ajuda o detetive Mills (Brad Pitt), novato na cidade, a se familiarizar. Mills acabou de chegar com sua mulher (Gwyneth Paltrow) à Los Angeles, após trabalhar alguns anos no interior.
 
Juntos, Mills e Somerset vão investigar uma desagradável cena de crime onde um homem imensamente gordo foi amarrado e, aparentemente, obrigado a comer até a morte. Atrás da geladeira eles encontram, escrita em gordura, a palavra “GULA”. Pouco tempo depois um famoso advogado da cidade é violentamente assassinado, e a palavra “COBIÇA” está pintada na parede, com seu próprio sangue.
 
Somerset, após anos de experiência, percebe que se trata de um assassino serial que estaria matando pessoas de acordo com os sete pecados capitais: gula, cobiça, preguiça, luxúria, vaidade, inveja e ira. A perseguição então se torna uma “visita” à mente de um psicopata e aos mais profundos esconderijos da maldade humana, em uma seqüência de crimes extremamente perturbadores e chocantes, isso sem contar que os detetives ficam perdidos e desorientados ao enfrentar um assassino metódico e muito, muito cruel.
 
Brad Pitt está em ótima forma no filme. Seu papel é exigente e ele o faz muito bem, ao mostrar que tem talento para papéis sérios e psicológicos. Morgan Freeman também faz uma ótima atuação ao encarnar um policial experiente que já está cansado daquele trabalho.
 
”Seven” é com certeza um filme de peso. Ele é bem reflexivo e angustiante. Toca em assuntos pesados, faz o espectador pensar em coisas que, só de lembrar, deixam-o arrepiado. O enfoque psicológico do filme foi feito sob medida para deixar todo mundo deprimido, achando que o mundo é um lugar horrível de se viver.
 
O toque final nessa obra de arte? Só vendo para conferir.
 

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