28.07.2010
A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA) organizou o terceiro dia de campo, que aconteceu próximo a Presidente Olegário, para orientar agricultores de Patos de Minas e região sobre a cultura do algodão. Cerca de 350 pessoas estiveram no evento.
Os produtores puderam conhecer e se orientar sobre variedades de algodão, como o perene e o semi perene. E, ainda, aprofundaram os conhecimentos para a adubação, plantio colheita e o preparo do solo.
Segundo informações técnicas, o algodão se desenvolve melhor em dias quentes, com temperaturas superiores a 20ºC, e não suporta solos encharcados. Os solos mais indicados são os porosos e profundos, que facilitam a penetração da água e o crescimento das raízes.
De acordo com o presidente da AMIPA, Inácio Urban, o principal objetivo do dia de campo foi mostrar aos produtores que a agricultura precisa de mais opções de diversificação, como o plantio do algodão que é uma bela alternativa de rotação de culturas. Ainda de acordo com Inácio, esta rotatividade é importante, pois evita o aparecimento de doenças e pragas nos cultivos.
O gerente da Montana Agriculture (parceira da AMIPA), Valdir Inácio, falou sobre a importância do evento, que têm o papel de reunir os agricultores para incentivá-los a investir nas plantações. Ele acredita que muitos produtores se interessaram no plantio do algodão, visto que, mesmo sendo de cultivo mais caro, a rentabilidade é maior.
O dia de campo atendeu os pequenos, médios e grandes agricultores da região. Todos participaram com o intuito de aprender e conhecer mais sobre o algodão, que, segundo o vice-presidente da AMIPA, Ângelo Munari, está com um preço excelente no mercado. “Minas Gerais é o maior parque de industria têxtil e, por isto, houve um aumento na área plantada de 24 mil a 25 mil hectares de algodão no estado”, citou.
De acordo com Franco, um dos organizadores do evento, o objetivo da AMIPA é aumentar o plantio de algodão em todo o estado de Minas Gerais e, com isto, aumentar o índice empregatício, já que com mais áreas plantadas, surgem mais oportunidades para contratação de mão-de-obra.
Autor: Liliane Fermel (Fotos: Iuri Nunes)
LEIA OUTRAS NOTÍCIAS DE AGRONEGÓCIO