20/01/2012
As Gestantes e seus parceiros sexuais poderão recorrer ao teste rápido (resultado na hora) de HIV/AIDS e da Sífilis. O Ministério da Saúde publicou duas portarias, em dezembro de 2011 e outras duas agora em janeiro, nos dias 11 e 12, que viabilizam a realização desse tipo de teste.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SESMG) já promoveu capacitação para os profissionais de Belo Horizonte e até março a estenderá para os técnicos dos municípios da RMBH e do interior do estado, para que estejam aptos a aplicar os testes. A meta é abaixar para menos de 1% a taxa de incidência de sífilis e HIV em gestantes e recém nascidos até 2015.
Conforme a coordenadora de DSTs/ AIDS da SES, Fernanda Junqueira, a coordenadoria Estadual de DST/AIDS, que já foi treinada pelo Ministério da Saúde no fim do ano passado para serem multiplicadores nas capacitações, promoveu reunião com a coordenadoria da Atenção Básica para capacitar os técnicos de BH. “Agora temos que capacitar toda a rede de profissionais da Atenção Básica. A ideia é passar o ano de 2012 fazendo pequenas capacitações para 30 pessoas, com duração de dois dias. A Prefeitura de Belo Horizonte já começou e não deve demorar a receber os testes rápidos para as unidades básicas de saúde (UBS’s) da capital”, explica.
Conforme a coordenadora, “o teste rápido apresenta o resultado na hora e a gestante é aconselhada e encaminhada a um serviço especializado para começar imediatamente o tratamento, assegurando, assim, a saúde de seu bebê. Já no teste sorológico, o resultado não é entregue na hora, logo, a gestante também não é tratada imediatamente e não podemos garantir que ela volte para descobrir que é portadora do vírus e se tratar”, destaca.
Em Minas Gerais, os testes rápidos começarão a ser feitos em Belo Horizonte, a partir de fevereiro, na Atenção Primária (centros de saúdes). Em um primeiro momento, a iniciativa estará ligada ao programa federal Rede Cegonha e ao incentivo financeiro para as consultas de pré-natal e para o parto das gestantes no SUS, assegurando à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. “É uma estratégia para erradicar o HIV e a sífilis das nossas crianças. O tratamento pra sífilis é simples e eficaz, basta tratar a gestante e seu parceiro para que a doença seja eliminada antes do parto. No caso do HIV, uma série de medidas que podem proporcionar segurança e impedir a transmissão de mãe para filho, na hora do parto e na amamentação. É inconcebível que um bebê venha ao mundo com essas doenças, quando elas podem ser evitadas”, afirma a coordenadora estadual de DST/Aids da SES/MG, Fernanda Junqueira de Oliveira.
Com isso, é de extrema importância a ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV e a detecção da sífilis na gestante e principalmente que o tratamento seja realizado em tempo oportuno. “O teste rápido será direcionado também para os parceiros sexuais das gestantes, em caso de resultado positivo. É fundamental que o parceiro seja também atendido, diagnosticado e tratado, para que a cadeia de transmissão seja interrompida. Tratar somente a gestante é uma medida absolutamente ineficaz, uma vez que ela é reinfectada pelo parceiro.”
O restante da população tem disponível na Atenção Básica (postos de saúde) o exame Elisa e o Westen Blot, testes sorológicos para a detecção do HIV. O tempo de espera para o resultado desses exames gira em torno de 2 a 3 semanas. Os testes sorológicos para a sífilis seguem o mesmo procedimento.
No Estado, entre os anos de 2000 e 2011 foram notificados 4.066 gestantes com HIV positivo.
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